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Segundo o Ministério da Saúde e a OMS, o aleitamento materno exclusivo é fundamental para saúde do bebê até o sexto mês de vida. Sendo complementado com alimentos do 6o mês até os 2 anos de vida.

Benefícios da amamentação

É o alimento ideal e equilibrado em energia e nutrientes, aporte hídrico adequado, facilidade de digestão, baixo custo, praticidade (está pronto), redução da mortalidade infantil, proteção imunológica (contém imunoglobulinas, fatores anti-inflamatórios e imunoestimuladores, probióticos, macrófagos, linfóciotso), prevenção de doenças (Ex: diarréia, infecções, alergias…), desenvolvimento motor e cognitivo, saúde bucal e dentição, flora intestinal benéfica, maior vínculo mãe e bebê.

Reduz o risco de alergia alimentar, doenças auto-imunes, diabetes, doença celíaca, Doença de Crohn. A introdução antecipada de alimentos pode estar relacionada com alergias alimentares.

Inúmeros benefícios também para a mãe como recuperação pós parto, involução uterina, redução do sangramento, maior gasto energético e recuperação do peso pré gestacional,

O colostro é o primeiro a ser produzido (até o setimo dia pós parto). Coloração amarelada, rico em componentes imunológicos, lactoferrina, leucócitos e fatores de crescimento, maior quantidade de proteínas e lipídeos, baixa quantidade de lactose quando comparado ao leite maduro.
Componentes do leite materno maduro:

– Energia: contém cerca de 70 kcal/100 ml.

– Carbodratos: 43% da energia total. A lactose é o principal carboidrato, contém pequenas quantidades de galactose, frutose e outros oligossacarídeos.

– Lipídios: 51% da energia total do leite. Fonte de colesterol, ácidos graxos essenciais e vitaminas lipossolúveis. Os ácidos graxos são essenciais para o metabolismo cerebral, transporte de vitaminas lipossolúveis e hormônios.

– Proteínas: 6%. da energia total, sendo que a principal constituinte é a proteína do soro do leite lactoalbumina (80%). Contém também caseína (20%). O leite de vaca contém 80% de caseína e 20% de lactoalbumina. Maiores concentrações de aminoácidos essenciais de alto valor biológico, cistina e taurina, fundamentais para o desenvolvimento do sistema nervoso central.

A amamentação é um momento delicado, desconhecido e ansioso para a mãe, não é instintivo, precisa ser ensinada, existem técnicas e profissionais que podem contribuir para facilitar o processo. Peça ajuda já na maternidade. É fundamental o suporte da família.

As fórmulas infantis foram criadas com o objetivo de ser semelhante e substituir, quando há necessidade, o leite materno. Entretanto, sua composição não se iguala às propriedades fisiológicas do leite humano, que são específicas da mãe para o próprio filho.

Alimentação da Mãe:

Durante o período de amamentação exclusiva, há gasto energético maior, necessidades aumentadas em cerca de 500 calorias/dia.

A alimentação deve ser variada, colorida, mais natural (descasque mais, desembale menos), menor ingestão de alimentos processados e evitar ultraprocessados. Maior ingestão de frutas, verduras e legumes. Dê preferência a alimentos integrais.

Atenção à ingestão de água, pelo menos 40ml água/kg peso/dia.

A alimentação materna não é “causadora” de cólica no bebê. A cólica aparece nos primeiros meses de vida por uma imaturidade gastrointestinal. Cada caso deve ser avaliado. Se o bebê apresentar cólica pode ser indicada a retirada de produtos lácteos. Observe o que você comeu nas últimas 24 horas.

Mitos:

– Leite fraco: Não existe leite fraco. O leite humano é suficiente em energia, nutrientes, vitaminas e minerais até o sexto mês de vida do bebê. O choro do bebê é associado a fome, mas também está relacionado a desconforto, dor, proteção e necessidade de carinho. Um meio de comunicação entre a mãe e o bebê

– Necessidade em oferecer água: bebê alimentado exclusivamente com leite materno não precisa de água como complemento. Não deve ser oferecido chás.

– Alimentos que estimulam a produção de leite: cerveja preta e canjica não aumentam a produção de leite. Quanto maior a sucção do bebê no peito, maior a produção de um hormônio que estimula a produção de leite.

Literatura:
COSTA, P J e LOCATELLI, B M E S. O processo de amamentação e suas implicações para a mãe e seu bebê. Mental, v.6 n.10 Barbacena jun. 2008
MELAO, C S e GONÇALVES, R M. Aleiteamento materno versus aleitamento artificial. Estudos, Goiânia, v.41, 2017


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Cris Perroni

Cris Perroni

Nutricionista Clínica especialista em Obesidade e Emagrecimento, Nutrição Esportiva e Performance Humana. Consultora na área de nutrição. Elaboração de Texto e Assessoria em Nutrição para o Site Eu Atleta. Nutricionista da Assessoria Esportiva de Corrida Equipe Filhos do Vento