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A prática regular de exercício físico, pelo menos 150 minutos por semana, traz vários benefícios à saúde como: melhora da composição corporal (ex: redução de percentual de gordura e aumento da massa muscular), controle de peso, redução da ansiedade, bem-estar, prazer, redução de estresse, melhora da qualidade do sono e de exames laboratoriais.

No esporte competitivo, esporte de alto rendimento e também praticado por atletas “amadores” que não vivem do esporte, mas que fazem atividades similares aos atletas (maratonistas, triatletas, remadores, corredores de montanha…), ocorrem alterações fisiológicas, hormonais, desgastes físicos e nutricionais. Mostrando um limite muito tênue entre saúde e doença, exigindo atenção na alimentação, suplementação, horas de sono e descanso.

Independentemente se é um atleta de elite ou atleta amador, na elaboração do programa alimentar é importante levar em conta as necessidades energéticas básicas para manter as atividades do dia a dia; de acordo com a modalidade esportiva, tipo\ frequência\ intensidade\ duração do treinamento; hábitos alimentares; história clínica.

Grande parte dos “atletas”, principalmente amadores, não comem ou suplementam da forma correta e não priorizam o descanso. Durante treinos e provas subutilizam a suplementação, acham que é perder tempo, não entendem que para se manter por mais tempo na prática esportiva, manter performance e minimizar riscos à saúde é fundamental se alimentar, hidratar e suplementar como recomendado.

É preciso adequar qualidade e quantidade da dieta para cada indivíduo, fornecer energia suficiente para as atividades do dia a dia, manter as reservas de glicogênio muscular, manter a glicemia constante durante o treinamento, acelerar a reparação e o crescimento muscular e reposição dos estoques de glicogênio, minimizar a produção de radicais livres geradas pela prática esportiva.

O padrão dietético – a identidade alimentar dos atletas – também varia em cada modalidade esportiva. Triatletas, corredores, ciclistas – atletas de endurance – tem maior consumo de energia e carboidratos do que modalidades que possuem categoria de peso como lutadores. Em todas modalidades, muitos atletas precisam controlar o peso e acabam negligenciando a correta ingestão de alimentos e suplementação.

Atletas amadores tendem a superestimar o gasto energético e subestimarem o que comem, podendo apresentar dificuldade em manter peso saudável mesmo praticando exercício físico regularmente.

Treino e programa alimentar devem estar alinhados. Atletas amadores podem ter a indicação do uso de suplementos, entretanto a base sempre será o alimento. Os suplementos devem ser utilizados como coadjuvantes à dieta, para complementar as necessidades nutricionais que não conseguem ser atingidas, para utilizar determinado nutriente isolado (ex: reposição de carboidratos, proteínas\ aminoácidos) e para facilitar a rápida reposição dos nutrientes.

Literatura
PANZA, V P et al. Consumo alimentar de atletas: reflexões sobre recomendações nutricionais, hábitos alimentares e métodos para avaliação do gasto e consumo energéticos. Rev. Nutr. v.20, n.6, Campinas Nov./Dec 2007.


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Cris Perroni

Cris Perroni

Nutricionista Clínica especialista em Obesidade e Emagrecimento, Nutrição Esportiva e Performance Humana. Consultora na área de nutrição. Elaboração de Texto e Assessoria em Nutrição para o Site Eu Atleta. Nutricionista da Assessoria Esportiva de Corrida Equipe Filhos do Vento