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Inúmeras “dietas” surgem diariamente, muitas sem acompanhamento nutricional ou médico, sem comprovação científica de sua eficácia e segurança ou preocupação com a manutenção da saúde. Dieta da sopa, proteína, proteína “light”, sem glúten, abaixo de 1000 calorias, Índice Glicêmico, papinha de bebê, Barriga zero e até jejum. Todas prometem emagrecimento rápido.

Conheça seu gasto calórico, faixa de esforço e circunferência abdominal

Os riscos à saúde associados com estes tipos de dietas são numerosos. Estudos demonstraram que a glicemia está reduzida de forma importante em indivíduos obesos que são submetidos a jejum. O jejum também produz níveis elevados de ácido úrico (com redução da eliminação urinária), hipoglicemia, hipotensão e perda de massa muscular.

O peso corporal é dividido em dois componentes: massa de gordura e massa magra (água, eletrólitos, minerais, reservas de glicogênio, tecido muscular e ósseo, orgãos). A perda de peso deve ter como objetivo a perda da massa de gordura e manutenção da massa muscular.

O planejamento de uma “dieta” ou programa alimentar para perda de peso deve ser individualizado, realizado após avaliação clínica, antropométrica e nutricional de cada indivíduo. Estimulando e levando em conta o exercício físico praticado. Exercício físico e controle alimentar são a base da manutenção da saúde e de um peso saudável.

Posicionamento do American College of Sports Medicine sobre programas para perda de peso:

1 – A ingestão calórica não deve ser inferior a 1.200kcal por dia para adultos normais de modo a fornecer uma seleção de alimentos que satisfaçam as necessidades nutricionais (estas necessidades podem diferir para crianças, idosos, atletas e outros);

2 – Inclui alimentos que sejam aceitos pelo indivíduo que se submete à dieta, do ponto de vista sociocultural, respeitando ainda os seus hábitos, o seu paladar, o custo e a facilidade de compra e preparo;

3 – O jejum prolongado e as dietas que impõem restrições importantes à ingesta calórica são indesejáveis do ponto de vista científico e podem ser perigosos do ponto de vista médico;

4 – O jejum e as dietas que restringem de forma importante a ingestão calórica provocam perda de grandes quantidades de água, eletrólitos, minerais, reservas de glicogênio e tecido magro (incluindo proteínas contidas nos tecidos magros), com quantidades mínimas de perda de gordura;

5 – Uma restrição calórica leve (500 a 1.000kcal menos do que a ingestão diária habitual) resulta em menor perda de água, eletrólitos, minerais e tecido magro e menos provavelmente causará má nutrição;

6 – O exercício dinâmico de grandes grupos musculares ajuda na manutenção do tecido magro, incluindo a massa muscular e a densidade óssea e resulta em reduções do peso corporal. A perda de peso conseqüente a um aumento do gasto energético se dá principalmente na forma de peso de gordura;

7 – A estratégia recomendada para redução de peso envolve uma dieta nutricionalmente correta que provoca uma restrição calórica leve, associada a um programa de exercícios de endurance,
junto com uma modificação comportamental envolvendo hábitos alimentares. A taxa de redução de peso não deve ultrapassar 1kg por semana;

Para manter um peso saudável e bons percentuais de gordura corporal, é necessário um compromisso por toda a vida com hábitos alimentares adequados e atividade física regular.


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Cris Perroni

Cris Perroni

Nutricionista Clínica especialista em Obesidade e Emagrecimento, Nutrição Esportiva e Performance Humana. Consultora na área de nutrição. Elaboração de Texto e Assessoria em Nutrição para o Site Eu Atleta. Nutricionista da Assessoria Esportiva de Corrida Equipe Filhos do Vento