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Quando pensamos em um atleta de elite quatro fatores são importantes para a alta performance:  genética, treinamento, alimentação equilibrada e uso de recursos ergogênicos. Nos dias de hoje, cada vez mais atletas amadores buscam aprimoramento, sucesso e competitividade na performance esportiva. Desta forma, há maior necessidade de individualização do treino, da dieta e na escolha dos recursos ergogênicos de acordo com a modalidade esportiva, como tipo, duração, intensidade do treino realizado, disponibilidade para a prática esportiva, organização para compra e preparo dos alimentos.

Mas o que são recursos ergogênicos?
São substâncias ou artifícios utilizados visando a melhora do desempenho. Existem cinco categorias: nutricionais, biomecânicos, psicológicos, farmacológicos e fisiológicos.

Pesquisas na área da nutrição têm sido desenvolvidas com a finalidade de descobrir e aprimorar a utilização de recursos ergogênicos nutricionais para melhorar a performance através da força física, mental e mecânica.

Como por exemplo: 
– Fornecer energia para órgãos e tecidos (principalmente o músculo) aumentando o tempo de permanência na prática esportiva (principalmente em atividades de longa duração como Maratonas, ultramaratonas, triátlon, maratona aquática, escaladas), retardando a fadiga e repondo os estoques;
– alterando a composição corporal aumentando o tecido muscular e reduzindo a gordura corporal;
– removendo e combatendo o acúmulo de substâncias que interferem na produção de energia e aumentam a fadiga;
– atuando na função cognitiva, intensificando a força mental, fornecendo energia e nutrientes para o cérebro e evitando a fadiga central;
– melhorando a eficiência mecânica, por exemplo, com a redução da gordura do peso corporal;
– melhorando a estabilidade e fortalecimento muscular através do aumento da massa muscular

Exemplo de recursos ergogênicos:

– Suplementos Hidroeletrolíticos (ex: bebidas esportivas)
– Suplementos energéticos (ex: gel e jujubas de carboidratos, D-Ribose, maltodextrina, dextrose, waxy maize, palatinose, TCM – triglicerídeo da cadeia média)
– Suplementos proteicos (ex: whey protein, proteína de soja, proteína de arroz, proteína da ervilha)
– Aminoácidos (ex: BCAA, Leucina, Glutamina, Arginina, Creatina)
– Cafeína
– Água

Se a alimentação não estiver equilibrada, o suplemento alimentar deixa de fazer esta função de recurso ergogênico para ser utilizado como alimento. Não existe “receita de bolo”, procure um nutricionista habilitado para elaborar as estratégias nutricionais individualizadas de acordo com o objetivo a ser alcançado, fase, tipo, intensidade, duração, objetivo do treinamento, história clínica, estilo de vida e preferências alimentares.

Referências:

Alves, L.A; Biesek, S, Guerra, I. >Estratégias de Nutrição e Suplementação no Esporte.> 3ª ed. São Paulo: Ed. Manole, 2015.


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Cris Perroni

Cris Perroni

Nutricionista Clínica especialista em Obesidade e Emagrecimento, Nutrição Esportiva e Performance Humana. Consultora na área de nutrição. Elaboração de Texto e Assessoria em Nutrição para o Site Eu Atleta. Nutricionista da Assessoria Esportiva de Corrida Equipe Filhos do Vento