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Fotos e palavras não são capazes de retratar tanta beleza do que vivi e senti neste lugar mágico – o Aconcágua. Este ano especialmente, acompanhada de pessoas incríveis, amigos que a corrida me proporcionou conhecer: onze corredores da Equipe Filhos do Vento e mais seis amigos de outras assessorias esportivas.

Parte da facção Filhos do Vento no El Oriegn 2018, se preparando para a largada da prova mais longa (Foto: cris perroni)

Treinar e correr uma prova de 100km em etapas nos proporciona viver e trocar experiências. São muitos meses de treinos e dedicação, momentos de muito companheirismo e diversão. Formamos um grupo #facçãofdvnoaconcágua, compartilhamos sonhos, cada corredor com uma motivação, um desejo e um desafio.

Foi a prova que mais me dediquei, a maior quilometragem alcançada durante uma preparação. Como não podia ir treinar em uma montanha desta magnitude, treinei por quatro meses no Laboratório de Performance Humana com Cardiologista do Esporte, Fabrício Braga, sua equipe e Antônio Iyda (especialista em treinamento em altitude). Treinava 2 vezes por semana, em um dia pedalava e no outro corria na esteira a cerca de 2800 a 3000m metros, a altitude prevista para a prova.

Foram cerca de 14 horas e 80km percorridos por cenários incríveis que pareciam de outro planeta (Foto: cris perroni)

Associamos muita disciplina, regularidade, motivação e ciência ao treinamento. O treinamento em altitude foi adaptado à minha planilha de treinamento prescrita por Ricardo Sartorato. A melhora de condicionamento foi muito rápida.

No final do ano de 2017 foram muitas provas com descidas fortes, tanta “pancada” que tive edemas nos joelhos, o que trouxe apreensão e medo. Mas a equipe era grande e competente: o ortopedista Sergio Maurício, o treinador de corrida, Ricardo Sartorato, treinador de força, Eugênio Bacchin, e fisioterapia com Marcos Bastos, Fabio Paes leme e Marcia Melo (uffa!!) me acompanharam durante o projeto.

Iria correr de qualquer forma, mas chegar ao Aconcágua (quase) 100% recuperada foi mágico

A viagem começou com um voo do Rio de Janeiro para Santiago, no Chile, onde passamos a primeira noite. No dia seguinte, três horas de trasnfer com (boa parte da facçção fdv até Portillo...e a corrida nem tinha começado ainda (Foto: cris perroni)

A viagem começou dia 27 de fevereiro embarcando do Rio para Santiago do Chile. Na manhã seguinte pegamos (boa parte da facçção fdv) um transfer para Portillo, nossa base da corrida. No dia 28 de fevereiro foi a retirada do kit, acomodação nos quartos e Charla Técnica, o briefing da prov

DIA 1

O primeiro dia foi Parque Provincial Aconcágua. Largamos de cerca de 2800m e chegamos a um pico máximo na Cerro Penitentes a 3650m de altitude, uma subida duríssima, passando pela Puente Del Inca e retornando ao Parque Aconcágua. Foram 37km, dia mais longo e com mais possibilidades para correr.

DIA 2

A largada foi de Las Cuevas, na Argentina, dia de maior altimetria e exigência técnica nas descidas, com 1km inicial plano e 4km de subidas, com ascensão de 3180m para quase 3900m. Amo subidas e estava muito bem preparada para suportar a altimetria acima de 3000m, não senti nenhum mal estar. Felicidade extrema e lágrimas quando cheguei no Cristo Redentor de Los Andes – pico máximo. Chegada no Hotel Portillo correndo no entorno do lago. Foi o dia que corri mais forte, não poupei nas descidas, era muita adrenalina e prazer. Foram 15 minutinhos de “crioterapia” na congelante Laguna del Inca, antes de relaxar na piscina de água bem quente do hotel.

DIA 3

O 3º dia começou no Parque Andino Juncal, foi para mim o mais difícil, com muitas pedras e terreno irregular. Saltar e pisar em pedras gerava muita instabilidade nos joelhos, sem dor, mas tenso. Corremos por estações de trens desativadas, por túneis escuros, que exigiam uso de lanterna de cabeça, e pela estrada dos Caracoles. Na chegada ao Hotel Portillo, muito choro e forte emoção. Cruzei a linha de chegada, abracei a Carlinha (editora do Eu Atleta), não dava para falar nada.

Foram cerca de 14 horas e 80km percorridos por cenários incríveis que pareciam de outro planeta, presenteados por dias maravilhosos de sol, temperatura fria, mas agradável (esperava um frio horrendo!), bons amigos e muita diversão.

Já sinto falta dos momentos de descontração na piscina, das refeições maravilhosas, da bagunça no quarto das meninas, dos transfers para as largadas e da nossa resenha todo fim de noite.

O El Origen Aconcágua não foi apenas uma corrida, foi uma experiência, um encontro entre amigos apaixonados e loucos (uns mais do que outros) por corrida e ávidos pela vida.

Do que vamos brincar agora #facçãofdv?

O El Origen Aconcágua não foi apenas uma corrida, foi uma experiência, um encontro entre amigos apaixonados e loucos (uns mais do que outros) por corrida e ávidos pela vida. (Foto: cris perroni)


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Cris Perroni

Cris Perroni

ESpecialista em Nutrição Clínica, Nutrição Esportiva, Performance Humana e Emagrecimento. Trabalha com consultoria e assessoria na área de nutrição. Elaboração de Texto e Assessoria em Nutrição para o Site Eu Atleta. Nutricionista da Assessoria Esportiva de Corrida Equipe Filhos do Vento